Orientação sobre a Conjuntura do Coletivo O Estopim! – Incendiando Corações e Mentes

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Orientação sobre a Conjuntura do Coletivo O Estopim!
– Incendiando Corações e Mentes –
#ForaTemer
#RumoaGreveGeral
#ContraaPEC241
#EleiçõesGerais

 

O Governo ilegítimo do usurpador Michel Temer avança contra os direitos sociais duramente conquistados por anos de luta da classe trabalhadora, da juventude e do povo pobre. O Projeto de Emenda Constitucional n°241 é o principal deles, um verdadeiro pacote de maldades que visa congelar o investimento público em saúde, educação e direitos sociais por pelo menos 20 anos. Outro projeto que desenha com muita nitidez as reais intenções do governo golpista se traduz no Escola Sem Partido, visando calar aqueles que ensinam a importância de lutar sempre e temer jamais nas escolas por todo o país. A lei da mordaça e a MP do ensino médio, somados a PEC241 são as medidas mais retrógradas que esse governo tirano e autoritário apresentam ao povo brasileiro.

 

Contudo, o povo vem sendo maltratado desde, no mínimo, 2015: redução da maioridade penal, terceirização e o desmonte da Petrobrás são apenas faces de um mesmo processo. A crise econômica mundial, em que os ricos não aceitam pagar por aquilo que eles mesmos são os responsáveis, chegou forte do Brasil e a fatura está sendo cobrada da população pobre.

 
As eleições 2014 elegeram o Congresso Nacional mais retrógrado desde a redemocratização em 1985. A Presidenta Dilma (PT), eleita com um programa progressista nas urnas, não implementou o que foi pactuado com os seus quase 55 milhões de eleitores, resultado: ao tentar atrair para sua base de sustentação os setores retrógrados, compromissados até a alma com o capital, buscou efetivar um ajuste fiscal cujo desgaste destruiu sua base de apoio entre as massas. O conglomerado composto pela mídia, judiciário, congresso nacional, grandes empresários, com a chancela do imperialismo, se aproveitou da fragilidade da presidenta e a golpeou com certa facilidade.

 
A tão esperada reação dos setores organizados da classe trabalhadora não teve efetividade. Milhares e milhares de pessoas contra o golpe nas grandes e médias cidades não foram suficientes para sensibilizar a maioria do Congresso. A esquerda brasileira tem, a partir desse processo, uma tarefa importante de autocrítica, principalmente o Partido dos Trabalhadores que tem sob si as principais responsabilidades.
Desde então o Brasil se tornou um caldeirão de manifestações diárias protagonizadas principalmente pela juventude. São centenas de escolas, universidades e prédios públicos ocupados. A cada ataque perpetrado pelo Congresso Nacional uma resposta se dá de imediato nas ruas. Todo esse processo está forjando uma nova geração de lutadores e lutadoras que podem levar as lutas contra o Governo Temer até as últimas conseqüências. Infelizmente, a maior parte da esquerda ainda não está convencida, na prática, da derrubada desse governo.

 
Nesse sentido, cabe as esquerdas à responsabilidade de lutar lado a lado com esses setores emergentes, se enraizar no seio dessas batalhas e preparar a ofensiva: a Greve Geral do dia 11 de novembro deve ser construída a partir do acúmulo do que já tem sido feito e de novos atos que virão. É chegada a hora dos bloqueios e dos incêndios. Organizar a sabotagem contra o Governo golpista, que afronta o nosso povo noite e dia, e proteger a população. Conclamamos, desde já, a cada um e cada uma, a se somar conosco na preparação da greve geral como tarefa central das próximas semanas.

 
Por fim, não nutrimos ilusão de que essa tarefa será obra de setores e coletivos isolados ou minorias desorganizadas ou organizadas, portanto, a conformação de uma frente de combate que atue na formação, organização e na ação, é uma tarefa imediata. O convencimento da maior parte do povo, que ainda não está certa do caminho da luta, será fruto de um misto de ações concretas mas também de ações simbólicas. Estejamos engajados e engajadas nesta luta que todos e todas sabemos que será de médio a longo prazo.

 

Nesse sentido O Coletivo O Estopim! coloca diante de si um desafio: nem um passo atrás que não seja para tomar impulso!

 
Sigamos:
— Rumo a greve geral!
— Pela derrubada do Governo Temer: eleições gerais!
— Contra os ataques aos direitos sociais!
— Reestatização do patrimônio público!
— Por um novo Governo do povo pobre e da juventude!

 

Há braços de luta,

 

Rio de Janeiro, 22 de outubro de 2016.
Coletivo O Estopim! Coletivo Nacional de Juventude!

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