Sobre o dia 29 #OcupaBrasilia

Bomba

Os estudantes, as ocupações, a classe trabalhadora e movimentos sociais como a UNE, Sinasef, Andes, Fasubra, Frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, entre outros, pegaram a estrada dos quatro cantos do Brasil em direção à Brasília com bandeiras explícitas; contra a MP 746 de “deforma” do ensino médio, o projeto Escola Sem Partido, contra as terceirizações, contra a reforma trabalhista e a reforma de previdência, pelos cumprimentos de acordo de greve e pela auditoria cidadã da dívida e contra PEC 55, entre outras pautas.

A concentração começou de manhã na frente do Ministério da Educação (MEC) denunciando os retrocessos na educação. De tarde a concentração do ato estava na Biblioteca Nacional e saiu com mais de 50 mil pessoas em direção ao Congresso Nacional. Durante todo o trajeto o ato foi pacífico, nós das Entidades Estudantis(UNE, UBES, APG) estávamos na direção do ato e em nenhum momento incitamos a violência. Logo na saída do ato a Polícia Militar já começou a dar sinais da sua truculência e do que estava por vim, na altura da Catedral a PM prendeu estudantes arbitrariamente e lançou gás de pimenta na manifestação.

Chegamos na grama do congresso e encontramos uma barreira policial isolando o congresso, “a casa do povo” que nesse dia (29/11) votou a favor da PEC 55 e outros retrocessos, ocupamos o espelho da água com manifestantes, faixas e cartazes. Não demorou muito para os “Black Blocks” começarem a “radicalização” e tentaram entrar no Senado. A partir disso choveu bomba de gás lacrimogêneo, gás de pimenta, e balas de borracha, helicóptero lançando gás de pimenta e lacrimogêneo, a cavalaria também entrou em ação do Congresso até a rodoviária do plano piloto em mais de 5h de covardia da PM, a pauta da desmilitarização da PM virou uma das pautas principais da manifestação. Sendo que o uso GÁS LACRIMOGÊNEO ou GÁS PIMENTA é considerado uma PRÁTICA DE TORTURA, violação explícita dos direitos humanos.

“O arco de esquerda possui, na sua essência, o fito de converter uma fraqueza relativa em força real. É um recurso de acumulação e de concentração de poder. A partir disso, cabe compreender e irradiar a mensagem de solidariedade de classe, o que significa saltar do plano eleitoral para o plano político mais delicado e complexo.” Florestan Fernandes – Da aliança à solidariedade, 1989

Vivemos em um Estado Golpista, Ilegítimo, Opressor e Tirano, a resistência e a desobediência civil é um direito humano, não é vandalismo!

Nós do Coletivo O Estopim! entendemos que as entidades, movimentos sociais, a esquerda, os/as progressistas, o campo democrático e popular não podem criminalizar os\as “anarquistas”, os/as “Black Blocks” ou como eles se denominam. Entendemos que nesse momento precisamos de todo mundo que se indigna com a situação atual do Brasil. Vamos às ruas com as/os antifascistas! Convocamos a unidade na ação! Amanhã vai ser maior!

Por Caio Teixeira – Militante do Coletivo O Estopim!, Campo Popular da UNE, Diretor de Cultura da UNE, Coletivo 4 de Novembro.

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